Veja, a janela está aberta e há uma brisa diferente no ar. Ela trás o frio, e ao mesmo tempo, o calor; a tristeza, a dor, o sofrimento e, junto, a felicidade, o sorriso, o bem estar. Há uma ventania se aproximando e há um desequilíbrio entre ela. Algum dos fatores virá em dobro, em triplo ou ainda maior. Tenho medo dela, ela pode ser forte demais, e se ela me levar junto? E se essa ventania for um furacão? Não irei sair bem dessa…
O futuro me amedronta, o incerto me enlouquece. Pego o meu violão. O fim do mundo está se aproximando, não há saída de emergência e a única coisa que posso fazer é enfrentá-lo. Fecho os olhos. Lembro do nosso primeiro encontro, nossos olhos, papos, abraços e beijos. Sorrio. Me sinto forte. Esqueço-me das partes ruins, que vieram logo após às boas. Toco este pequeno violão, com uma melodia que vem do meu coração. Lágrimas escorrem sobre o meu sorriso, minha voz tão trêmula, e meus olhos fechados. Não sinto mais aquela brisa forte, aquele furacão. Abri meus olhos, não há nada mais errado. Meus sentimentos foram organizados e, nessa canção, guardados. Então digo-lhe adeus. Há um mundo lá fora, e eu quero conhece-lo.


